Saúde e Odontológico Aquisição da Dental PLAN, lançamento de produtos e ampliação da certificação digital. + Saiba Mais
Automóveis Aumento da capilaridade, novos produtos e melhorias em precificação e gestão de sinistros. + Saiba Mais
Ramos Elementares Aprimoramento da política de aceitação de riscos e lançamento de novos produtos. + Saiba Mais
Pessoas (Vida e Previdência) Lançamento do Portal "Previdência Sem Blá Blá Blá" e adoção de novas tábuas atuariais. + Saiba Mais
Gestão de Ativos R$ 19,6 bilhões de ativos sob gestão, com classificação AMP-1 Muito Forte da S&P. + Saiba Mais

Sul América S.A. e Controladas
Notas Explicativas ás Demonstrações Financeiras

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais, exceto onde mencionado)

A gestão de riscos corporativos se concentra em cinco aspectos principais:

Para definir as estratégias da Gestão Corporativa de Riscos, foi constituído o Comitê de Riscos Corporativos (CoR) formado pelo Presidente, pelo Vice-Presidente de Controle e Relação com Investidores, Diretor de Riscos e Atuária e Vice-Presidentes das Unidades de Negócios. O CoR é um fórum colegiado, com visão integrada dos riscos a que estão sujeitas a SulAmérica, bem como da interdependência entre as várias categorias de riscos. O CoR tem as seguintes atribuições:

(5.1) ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADES PELA GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS
O Conselho de Administração executa a importante atividade de supervisão do Gerenciamento de Riscos da Organização, mantendo-se ciente e de acordo com os níveis de tolerância a riscos definido pelo CoR. O CoR tem a responsabilidade de periodicamente, rever as estratégias globais dos negócios para entender e administrar os riscos relevantes, fixando níveis aceitáveis para esses riscos (tolerância a riscos). Os direcionamentos estabelecidos são aplicados em cada unidade de negócio (Business Unit – BU), que deverão apoiar a filosofia da gestão de riscos, administrando-os dentro de suas esferas de responsabilidades. Esse apoio possibilitará que os demais níveis gerenciais conheçam e utilizem essa tolerância aos riscos de acordo com as políticas e normas estabelecidas.

(5.2) SISTEMA DE CONTROLES INTERNOS E GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS
A fundamentação para definição de componentes e ações essenciais a um processo organizado de gestão de riscos, que culmine na consolidação de um Sistema de Controles Internos, tem levado em consideração modelos de gerenciamento originados pelos pronunciamentos emitidos pelo COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. O Sistema de Controles Internos e Gestão de Riscos Corporativos é baseado nesta metodologia, que concebe o Sistema de Controles Internos como resultado de ações estruturadas, segundo oito componentes que, inter-relacionados constituem a base para uma estrutura integrada de riscos (ERM – Enterprise Risk Management). O ERM pode ser percebido sob duas formas: para satisfazer as necessidades de controles internos e como um sistema completo, abrangente e integrado de gerenciamento de riscos.

Os componentes constituintes da base para a estrutura integrada de riscos estão definidos a seguir:

  • O Ambiente Interno: Nível de conscientização e cultura de uma organização a respeito da necessidade do gerenciamento de riscos e controles. É a base para todos os outros componentes do gerenciamento de riscos corporativos, propiciando o método pelo qual os riscos são identificados e abordados por seus colaboradores. Compreende a integridade e os valores éticos, as práticas de conduta, estrutura organizacional, aspectos de governança, atribuição de responsabilidades e políticas de recursos humanos. Reflete as atitudes da administração, cuidados e ações relacionadas à estabilidade e a boa execução dos processos organizacionais.
  • Definição de Objetivos: O processo que define as estratégias, deve permitir que estes se dêem de forma integrada à missão e a visão da SulAmérica , a partir do estabelecimento de objetivos ajustados ao apetite de risco, o qual direciona os níveis de tolerância aos riscos.
  • Identificação de Eventos: Os eventos externos e internos que possam afetar o cumprimento dos objetivos devem ser identificados como riscos ou oportunidades.
  • Avaliação dos Riscos: A avaliação dos riscos relevantes se dá sob duas perspectivas: quantitativa e/ou qualitativa. No enfoque quantitativo, são utilizados modelos para avaliação das eventuais perdas esperadas e inesperadas. Pelo enfoque qualitativo, os riscos são avaliados com base no eventual impacto e na probabilidade para indicar o grau de exposição ao risco para o alcance dos objetivos.
  • Resposta ao Risco: No processo de gestão de riscos devem ser identificadas e avaliadas as opções de respostas ao risco (evitar, aceitar, mitigar, compartilhar ou transferir) implementando ações para alinhar os riscos com a tolerância e com o apetite de risco, mantendo-os em níveis aceitáveis.
  • Atividades de Controle: Políticas e procedimentos internos devem ser definidos e implementados pela Alta Administração, para ajudar e garantir que as respostas aos riscos foram corretamente realizadas, de forma que os objetivos estratégicos e operacionais sejam alcançados. A avaliação do melhor tipo de controle deve pressupor os volumes envolvidos, a relevância, a complexidade das operações, o risco analisado e as prioridades estratégicas definidas.
  • Informação e Comunicação: A comunicação deve ser eficaz, ocorrendo de forma que todas as atividades possam ser abrangidas. As informações relevantes devem ser identificadas, coletadas na forma e nos prazos necessários para que todos executem suas tarefas correta e tempestivamente. Os riscos e não conformidades devem ser reportados adequadamente para formulação de planos de ação.
  • Monitoramento: A gestão de riscos corporativos deve ser monitorada através de atividades gerenciais contínuas e em âmbito corporativo por avaliações independentes, por auditorias internas ou externas (periódicas ou especiais) e os pontos identificados de não conformidade comunicados à Alta Administração.
  • (5.3) CONCENTRAÇÃO DAS OPERAÇÕES
    Os negócios nos segmentos de saúde e danos, somados, representam aproximadamente 95% do total de prêmios de seguros, conforme demonstrado na nota 24.1.1.

    A SulAmérica possui operações em todo o território nacional. As linhas de produtos estão concentradas na região Sudeste com aproximadamente 72% (74% em 2010) da produção total, conforme nota 24.1.3.

    (5.4) DESCRIÇÃO E GESTÃO DOS RISCOS NAS OPERAÇÕES
    O Gerenciamento de Riscos Corporativos abrange as seguintes categorias de risco: Crédito, Mercado, Subscrição, Operacional, Estratégico e Legal e Compliance.

    (5.4.1) RISCO DE CRÉDITO
    É o risco de que um devedor deixe de cumprir os termos de um contrato ou deixe de cumpri-los nos termos em que foi acordado. Mais especificamente, o risco de crédito pode ser entendido como o risco de não serem recebidos os valores decorrentes dos prêmios de seguro e dos créditos detidos juntos as instituições financeiras e outros emissores decorrentes das aplicações financeiras, e ainda como o risco de concentração, o risco de liquidação ou ainda o risco de descumprimento de garantias acordadas.

    (5.4.1.1) Aplicações Financeiras
    (a) Política de Investimentos

    No gerenciamento do risco de crédito relativo às aplicações financeiras, os limites são estabelecidos através de um Comitê de Crédito (CoC). Estes limites são refletidos em Mandatos de Investimento, documento que formaliza a delegação de alçadas aos gestores. O cumprimento dos mandatos é monitorado pela área financeira.

    Resumidamente, os limites para exposição de crédito, não restringem alocações em títulos públicos federais, mas não permitem investimentos em títulos públicos estaduais e municipais. Em relação a emissões de empresas financeiras, não-financeiras ou quotas de fundos de investimentos, é adotada uma metodologia baseada na análise de aspectos quantitativos e qualitativos das empresas e fundos.

    Como decorrência dessa análise, é elaborado um “score” (“rating” interno). Com base no “score” obtido, é estabelecido um limite de crédito. Esse limite será utilizado para restringir a exposição máxima a títulos de emissão de determinada empresa não-financeira ou financeira.

    Os limites de exposição são monitorados e avaliados de forma consolidada, regularmente pela empresa gestora dos investimentos (vide nota 5.4.2.1) e pela área financeira. Qualquer decisão em relação ao risco de crédito nos investimentos que não esteja prevista nos Mandatos de Investimentos deve ser aprovada pelo CoC.

    Os gráficos a seguir apresentam a distribuição dos investimentos por rating, onde 96,8% do total de aplicações financeiras em 31.12.2011 (95,2% em 2010), contemplando as operações compromissadas, o contas a receber e o contas a pagar dos fundos de investimentos exclusivos, que para fins de divulgação das demonstrações financeiras estão apresentadas na rubricas “Caixa e Equivalentes de Caixa”, “Títulos e Créditos a Receber” e “Obrigações a Pagar” respectivamente, porém não contemplando os investimentos decorrentes de contribuições dos planos de previdência PGBL e VGBL, que totalizaram R$2,3 bilhões em 31.12.2011 (R$1,9 bilhão em 2010), estão alocados nas classes AAA ou risco soberano (títulos públicos).

    Investimento por Rating sem PGBL e VGBL R$5,6 bilhões em 2010
    Investimento por Rating sem PGBL e VGBL R$5,8 bilhões em 2011

    (5.4.1.2) Operações de Seguro
    Com relação ao risco de não recebimento dos prêmios a receber, a política de crédito considera as peculiaridades das operações, orientada de forma a manter a flexibilidade exigida pelas condições de mercado e pelas necessidades dos clientes. São estabelecidos limites de alçadas para a aceitação dos riscos que contemplam também a análise do histórico de crédito do segurado e a exposição ao risco em cada operação.

    A gestão do risco de crédito também leva em consideração, no monitoramento da inadimplência, o acompanhamento da redução ao valor recuperável (impairment) dos prêmios a receber.
    (5.4.1.3) Operações de Seguro
    Para fins de contratação de resseguro é observado o risco de crédito sob os seguintes aspectos: cessão máxima, exposição total ao risco de crédito do ressegurador, limite de cessão por rating e limite de crédito por ressegurador.

    A aceitação de qualquer contrato de resseguro segue as normas internas definidas pelo CoR. A aprovação do contrato deve ser feita pelo CoR e qualquer exceção a política ao que se refere a riscos de crédito, deverá ser tratada como uma solicitação especial a ser enviada para a análise do Comitê ou a quem esse Comitê delegar a autoridade da decisão.

    Para o acompanhamento do risco de crédito de resseguro, mensalmente é divulgado para o CoR uma listagem indicando a exposição de risco de crédito dos resseguradores que já estejam operando e a exposição adicional que poderá ser colocada, conforme definido nas normas para colocação de resseguro. O CoR pode solicitar a qualquer momento mudanças estratégicas na exposição ao risco de crédito em consequência da análise destes relatórios.

    Em 31.12.2011 e 2010, a exposição total a risco de crédito de operações de resseguro totalizou aproximadamente R$810 milhões em 2011 (R$592 milhões em 2010) concentrada em empresas com rating AA+ a A- e o IRB Brasil RE, que não possui rating divulgado por classificadora de riscos. Os gráficos a seguir apresentam a distribuição da exposição por rating e por categoria do ressegurador:

    Classificação por Rating
    Classificação por Categoria


    (5.4.2) MERCADO DE RISCO
    É o risco de que o valor de um instrumento financeiro ou de uma carteira de instrumentos financeiros se altere, em virtude da volatilidade das variáveis existentes no mercado (taxa de juros, taxa de câmbio, ações, commodities, etc.), causada por fatores adversos.

    Mais especificamente, o risco de mercado nas operações pode ser entendido como: risco na taxa de juros, risco de liquidez, risco em câmbio, risco de derivativos, risco em ações e risco de inflação.

    As seguintes técnicas são utilizadas para controlar e mitigar o risco de mercado:

    (5.4.2.1) O Processo de Gerenciamento de Ativos e Passivos na Organização - ALM (incluindo os fundos PGBL e VGBL)
    A gestão dos investimentos é, substancialmente, feita através da SAMI. Apenas 1,68% (1,22% em 2010) do total da carteira de investimentos não é gerenciado pela SAMI.

    Desde 2003, o gerenciamento de ativos e passivos (ALM) é utilizado pela SulAmérica como uma das principais ferramentas para determinar os parâmetros das alocações de seus investimentos. O ALCO foi formado para a discussão do assunto. Desde então, de acordo com as diretrizes definidas pelo Comitê, e seguindo as políticas descritas em Mandatos de Investimentos (atualizados periodicamente), os administradores de recursos alocam os ativos financeiros em investimentos adequados ao comportamento dos passivos. Estes Mandatos de Investimentos refletem pontos importantes para a gestão adequada dos recursos, tal como a política de investimentos, composição das carteiras por ativo, limites para cada carteira, legislação, descrição dos produtos e dos passivos, dentre outros aspectos.

    De uma forma geral, a política de investimentos tem como objetivo estabelecer um grau de alinhamento entre um mínimo de liquidez necessária para a SulAmérica e diretrizes de investimentos que otimizem a rentabilidade dos ativos, levando em consideração as características dos passivos de cada um dos negócios.

    Desta forma, os limites e benchmarks estabelecidos visam minimizar os riscos financeiros de descasamento entre ativos e passivos envolvidos no processo de investimentos dos recursos, bem como tornar eficiente a alocação dos ativos. Para que a gestão dos ativos seja eficiente, os recursos financeiros estão alocados em três carteiras:

    1. Liquidez;
    2. Operacional; e
    3. Capital - de acordo com a sua natureza e objetivos.

    Todas as três carteiras possuem:

    (a) Carteira de Liquidez

    O objetivo da carteira de liquidez é estabelecer uma reserva a fim de garantir o pagamento de 85% das despesas operacionais por um período de 15 dias no caso de algum evento ocorrido, em que seus recebimentos estejam comprometidos (como por exemplo, uma greve dos bancos).

    Desta forma, todos os investimentos alocados na carteira devem ser destinados para atender as necessidades de caixa de curto prazo, mitigando desta forma o risco de liquidez.

    (b) Carteira Operacional

    O objetivo da carteira operacional é alocar os investimentos financeiros mobiliários vinculados à SUSEP e ANS, destinados a proteção dos passivos operacionais das controladas que operam com seguros.

    Os investimentos destinados a carteira operacional são alocados não só visando maximizar a rentabilidade dos ativos, mas também mitigar os riscos de descasamento entre os ativos e passivos das controladas. Desta forma, não se espera necessariamente o maior retorno possível para esta carteira de investimentos, mas sim um balanceamento entre risco, retorno, casamentos de fluxos de caixa entre ativos e passivos e a obtenção de investimentos eficientes, levando em consideração os compromissos assumidos pelas controladas.

    (c) Carteira de Capital

    A carteira de capital tem como objetivo alocar os investimentos financeiros remanescentes não alocados nas carteiras de liquidez ou operacional.

    Idealmente, a carteira de capital deve ser utilizada para investir os recursos livres, buscando maximizar a rentabilidade dos ativos para um determinado nível de risco selecionado.

    (d) Acompanhamento do ALM e Risco de Mercado

    Mensalmente, são emitidos relatórios gerenciais contendo informações sobre as alocações nas carteiras de investimentos. Estes relatórios permitem a área financeira e de gestão de riscos um acompanhamento periódico dos investimentos em cada unidade de negócio. Além disso, em reunião mensal, os gestores dos investimentos discutem os tópicos relevantes sobre os resultados de investimentos do mês, cenários econômicos internacionais e nacionais, além dos pontos julgados relevantes na data, no que diz respeito aos riscos de mercado envolvidos nas operações de investimentos.

    Periodicamente, o ALCO se reúne com o objetivo de corroborar ou modificar as alocações definidas nos Mandatos de Investimentos. São apresentadas no Comitê, análises sobre os passivos e os ativos, levando em consideração os riscos de mercado envolvidos no processo.

    (5.4.2.2) Risco da Taxa de Juros
    A metodologia para o gerenciamento do risco de mercado baseia-se no cálculo do VaR (Value at Risk) Paramétrico. Além do cálculo do VaR, são realizados testes de stress para verificar a perda esperada em cenários extremos. O risco de mercado é acompanhado por meio de relatórios diários com informações sobre o VaR, além de análises mensais sobre os investimentos. O conceito de VaR tem como objetivo quantificar qual a perda esperada em um prazo específico dentro de um intervalo de confiança.

    Em decorrência dos riscos analisados no processo de ALM realizado pela SulAmérica, está demonstrada a seguir a distribuição dos seus investimentos por indexador em 31.12.2011 e em 2010, contemplando as operações compromissadas. Em 31.12.2011, o valor alocado em PGBL e VGBL é de R$2,3 bilhões (R$1,9 bilhão em 2010).


    Investimento por Indexador sem PGBL e VGBL R$5,8 bilhões em 2011 e R$5,6 bilhões em 2010

    Os investimentos decorrentes de contribuições dos planos de previdência PGBL e VGBL não traduzem risco para a SulAmérica, sendo responsabilidade do participante do plano o direcionamento do investimento.

    (5.4.2.3) Risco Cambial
    A política não permite a exposição cambial, exceto quanto a certas operações de ramos elementares, que devido a natureza da operação as apólices precisam ser feitas em moeda estrangeira. O monitoramento dos saldos a receber e a pagar em moedas estrangeiras são feitos, em função dos contratos de seguros e resseguros lastreados em moedas estrangeiras e dos empréstimos e financiamentos por meio de contratos de derivativos, principalmente contratos futuros e de swaps, com o objetivo de reduzir o efeito líquido do impacto das oscilações da taxa de câmbio no resultado.

    Os saldos ativos e derivativos em dólares norte-americanos, em 31.12.2011, montam US$ 213,961 mil (US$ 231,618 mil em 2010) no consolidado e de US$ 140,308 mil (US$ 135,667 mil em 2010) na Companhia e os saldos passivos montam US$ 215,457 mil (US$ 237,350 mil em 2010) no consolidado e de US$ 138,916 mil (US$ 134,293 mil em 2010) na Companhia.

    (5.4.2.4) Risco de Renda Variável
    A SulAmérica não detém qualquer participação em renda variável na carteira de ativos que garante a cobertura das provisões técnicas. Em 31.12.2011, a posição de renda variável que está alocada na carteira de capital é de R$ 76,4 milhões (R$ 52,9 milhões em 2010), com Mandato de Investimento próprio.

    (5.4.2.5) Risco de Liquidez
    A gestão do risco de liquidez tem como principal objetivo monitorar os prazos de liquidação dos direitos e obrigações. Além das análises de ALM, são elaboradas análises diárias de fluxo de caixa projetado, sobretudo os relacionados aos ativos garantidores das provisões técnicas a fim de mitigar este risco.

    Adicionalmente, conforme mencionado na nota 5.4.2.1, é mantida uma “Carteira de Liquidez”, constituída por investimentos de curto prazo, para cobrir eventuais cenários de stress. Estes investimentos são destinados para atender as necessidades de caixa de curto prazo.

    Em relação à Companhia, esta apresentou capital circulante negativo em 31.12.2011, no montante de R$ 176.572, influenciado pelo vencimento das Senior Notes mencionadas na nota 16.4.1, as quais foram liquidadas em 15.02.2012, basicamente com recursos de dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos das controladas no início de 2012.

    (5.4.2.6) Risco da Inflação
    Os estudos de ALM realizados pelo ALCO identificaram que parte dos passivos não judiciais dos negócios de seguros são indexados a inflação, além das causas judiciais que por determinação legal estão sujeitos a correção monetária por índices de inflação. Adicionalmente, a companhia possui produtos com garantias indexadas a inflação. Desta forma, para fazer frente ao risco dos passivos, são realizados investimentos em títulos indexados a índices inflacionários. Em 2011, as controladas que operam com seguros registraram aproximadamente R$ 1,2 bilhão e a controlada que opera com contratos de previdência complementar conhecidos como “Planos Tradicionais” registraram R$ 0,9 bilhão de ativos indexados a inflação. Vale ressaltar que apesar dos produtos de seguros comercializados serem de curto prazo (na maioria dos casos com vigências anuais), as responsabilidades originárias desses contratos nem sempre são de curto prazo, principalmente aquelas relacionadas a causas judiciais. Em função disso, os ativos são alocados em diversos vencimentos.

    (5.4.2.7) Instrumentos Financeiros Derivativos
    As políticas de investimento em vigor permitem a alocação de recursos na contratação de operações com derivativos, desde que pré-definidas e aprovadas pela Administração.

    A utilização de instrumentos financeiros derivativos nas controladas da atividade de seguros e previdência obedece a Resolução CMN n° 3.308/05, Resolução CMN nº 3.358/06, Resolução CMN nº 4.026/11 e Resolução CNSP n° 226/10 que dispõem sobre os critérios para a realização de investimentos para estas controladas.

    As demais controladas que não estão sujeitas a estas determinações é permitido deter posições de investimentos que utilizem derivativos, podendo gerar exposição superior a uma vez o valor investido mediante a pré-aprovação do Comitê de Investimentos.
    Os instrumentos financeiros derivativos – swaps e contratos futuros (que podem ser mantidos também através de fundos de investimento exclusivos) são utilizados para administrar a exposição em relação às variações cambiais e à flutuação das taxas de juros, conforme política de ALM.

    (5.4.3) RISCO DE SUBSCRIÇÃO
    Oriundo de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas da entidade no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentes nas premissas atuariais e financeiras ou na constituição das provisões técnicas.

    O risco de subscrição pode ser identificado, mais especificamente, nos seguintes itens: risco no processo de subscrição, risco na precificação, risco de definição dos produtos, risco no valor do sinistro, risco de retenção líquida, risco moral e risco nas provisões.

    (a) Uso de Modelos Internos

    As controladas que operam com seguros e previdência dispõem de modelos internos atuariais que possuem o objetivo de apurar o Capital Econômico devido aos riscos de subscrição. Estes modelos apuram o valor em risco para cada ramo de negócio e permite uma gestão mais eficaz do risco, já que possibilita quantificar ganhos e perdas na adoção de novos planos de ações para o controle e mitigação dos riscos de subscrição, dando desta forma suporte a tomada de decisão.

    Os modelos internos produzem resultados estocásticos para avaliar o risco de subscrição e são estruturados de forma a mensurar tanto o risco de precificação quanto o risco de desvios na constituição das provisões técnicas.

    (b) Risco de Subscrição, Precificação, Definição dos Produtos, Retenção Líquida e Risco Moral

    Além dos modelos internos, para a gestão e mitigação destes riscos, as controladas que operam com seguros e previdência realizam periodicamente Procedimentos de Análise e Revisão de Produtos (PARP) com o objetivo de rever os seguintes aspectos sobre os produtos comercializados:

    Após a análise de todos os pontos descritos acima, são definidos (se necessário) planos de ações para adequação do produto às expectativas das controladas que operam com seguro.

    O PARP também se aplica quando do lançamento de novos produtos ou realizações de parcerias. Periodicamente o acompanhamento do desempenho dos produtos e parcerias é apresentado ao comitê de riscos. Caso necessário, são adotados planos de ações para adequação dos produtos e parcerias aos objetivos da empresa.

    (c) Análise de Sensibilidade em Saúde, Danos e Pessoas

    A tabela abaixo apresenta o impacto antes de impostos no resultado, por ramo de atuação, caso haja uma variação na sinistralidade, despesas administrativas ou custos de aquisição:

      SAÚDE DANOS PESSOAS *
    Premissas Bruto de Resseguro Líquido de Resseguro Bruto de Resseguro Líquido de Resseguro Bruto de Resseguro Líquido de Resseguro
    Aumento de 1% na sinistralidade (52.547) (51.513) (22.696) (21.400) (2.865) (2.726)
    Aumento de 1% nas despesas administrativas (3.747)  (3.747)  (2.936)  (2.936) (515) (515)
    Aumento de 1% nos custos de aquisição (3.814)  (3.814)  (4.805)  (4.805) (1.072) (1.072)
    A informação está apresentada sem “previdência”, que está sendo demonstrada a seguir, separadamente, devido as suas especificidades.

    (d) Análise de Sensibilidade nos negócios de Previdência

    A tabela abaixo apresenta o impacto antes de impostos no resultado, devido à oscilações nas despesas administrativas, nos resgates e na mortalidade.

    Premissas Impacto no resultado
    1. Acréscimo de 10% nas Despesa Administrativas 655
    2. Decréscimo de 10% nas Despesa Administrativas (528)
    3. Acréscimo de 10% nos Resgates (863)
    4. Decréscimo de 10% nos Resgates 945
    5. Acréscimo de 1% na Mortalidade (1.310)
    6. Decréscimo de 1% na Mortalidade 1.320

    (e) Risco na Provisão

    Além dos critérios definidos em legislação, as metodologias aplicadas para a constituição das provisões e reservas matemáticas nas operações de seguros e previdência são, na sua grande maioria, baseadas em métodos usualmente adotados pela comunidade atuarial internacional, adaptadas para refletirem a realidade das controladas que operam com seguros e previdência.
    Além dos modelos internos, para a gestão e mitigação do risco da provisão, as controladas que operam com seguros e previdência possuem os seguintes procedimentos:

    Os procedimentos acima indicados são utilizados para definir (se necessário) mudanças na metodologia de cálculo das provisões, revisão dos procedimentos de cálculo, nas premissas e na tomada de decisão. Estes pontos favorecem a manutenção da adequação das provisões técnicas das controladas.

    A seguir, a tabela que reflete a evolução das provisões de sinistros dos últimos exercícios:

                     R$ Milhões
    Ano  2005  2006  2007  2008  2009  2010  2011  Total
                     
    Reserva de Sinistros Contabilizada  872,47 1.087,27 1.139,15 1.255,23 1.443,79 1.433,22 1.696,24  8.927,37
    Efeito do Desconto Financeiro  (16,67)  (15,88)  (16,42)  (21,53)  (37,39)  (35,36)  (43,46) (186,71)
    Reserva de Sinistros sem Desconto Financeiro  889,14 1.103,15 1.155,57 1.276,76 1.481,18 1.468,58 1.739,70  9.114,08
                     
    Estimativa de Sinistros Acumulada:              
    No final do ano  889,14 1.103,15 1.155,57 1.276,76 1.481,18 1.468,58 1.739,70  
    Um ano depois  972,03 1.209,44 1.133,17 1.337,20 1.532,52 1.574,90    
    Dois anos depois 1.044,55 1.195,46 1.086,36 1.346,58 1.565,17      
    Três anos depois 1.066,20 1.157,92 1.108,29 1.387,58        
    Quatro anos depois  986,14 1.170,99 1.147,41          
    Cinco anos depois  996,33 1.172,00            
    Seis anos depois 1.016,54              
    Estimativa de Sinistros Acumulada até 2011 1.016,54 1.172,00 1.147,41 1.387,58 1.565,17 1.574,90 1.739,70  9.603,30
    Pagamentos Acumulados até 2011  999,42 1.136,77 1.096,22 1.295,53 1.427,52 1.380,74 -  7.336,20
    Responsabilidade Reconhecida em 2011  17,12  18,11  15,96  40,86  45,60  56,51 1.545,54  1.739,70
    Desconto Financeiro Reconhecido em 2011  (0,49)  (1,03)  (1,81)  (2,54)  (4,35)  (4,13)  (29,11) (43,46)
    Impacto de anos Anteriores na Reserva de 2011       10,60%

    (f) Contratos de Resseguro

    O risco de subscrição pode ser mitigado via contratos com resseguradores. Em 2011, as controladas que operam com seguro possuem diversos contratos vigentes com diversos resseguradores visando otimizar a capacidade de retenção dos riscos e resultados operacionais, bem como mitigar possíveis perdas caso estes contratos não existissem.

    As decisões sobre a contratação do resseguro e a manutenção e revisão dos contratos são sempre aprovadas pelo CoR.

    A seguir o resumo das principais coberturas de resseguro contratadas, vigentes em 2011:

    (5.4.4) RISCO OPERACIONAL
    O risco operacional pode ser definido como o risco de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou de eventos externos. Mais especificamente, pode ser entendido como:

    (a) Fraudes

    As fraudes são riscos operacionais inerentes ao negócio. A SulAmérica conta com canais específicos de comunicação e uma área totalmente dedicada à prevenção das fraudes e desenvolvimento de políticas de prevenção a fraudes, além de treinamentos contínuos para os seus funcionários.

    (b) Gestão dos Riscos Operacionais

    Todos os processos estão mapeados em um sistema de dados (NullRisks) com todo o fluxo de atividades contidas, bem como cada risco identificado e os controles envolvidos em cada etapa. Cada risco e controle trazem informações qualitativas e quantitativas permitindo, desta forma, a classificação de cada processo de acordo com níveis de risco e ainda a identificação de possíveis planos de ação para mitigação de possíveis perdas operacionais.

    O plano de continuidade de negócios é tratado corporativamente e através de ferramentas e metodologias que visam prever o funcionamento das atividades essenciais em momentos de crise evitando e minimizando perdas financeiras para a SulAmérica e seus segurados.

    Atualmente, a SulAmérica está trabalhando em um novo projeto para a gestão dos riscos operacionais a fim de obter a excelência na gestão deste tipo de risco. O novo projeto conta com novas definições e visões do negócio e tem por objetivo alinhar nossas práticas com as melhores práticas internacionais indicadas em Basiléia II e Solvência II, como segue:

    (5.4.5) RISCO ESTRATÉGICO
    É o risco de perdas resultantes de processos ou tomada de decisões que impactem a sustentabilidade, o crescimento ou a obtenção de vantagem competitiva. Pode ser entendido também como:

    (a) Gestão do Risco Estratégico

    A SulAmérica possui um Comitê de Avaliação de Planos de Ação (COPA), com participação de sua Alta Administração, com reuniões mensais para avaliar e aprovar todo e qualquer plano de ação proposto, por qualquer unidade de negócio, que implique em investimentos ou despesas adicionais. Estes investimentos e despesas devem ser aprovados de acordo com o orçamento aprovado para o ano. O COPA também possui como atribuições:

    O custo de capital utilizado nos projetos segue a metodologia de cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC) e os valores das premissas são revisados anualmente, no processo de construção do plano de orçamento plurianual ou mais frequentemente caso o comitê corporativo julgue necessário.

    Adicionalmente, para assegurar que os objetivos determinados no planejamento estratégico sejam alcançados, foi adotado pela SulAmérica um modelo de gestão – o Balanced ScoreCard (BSC) – que traduz a estratégia utilizando perspectivas, objetivos, indicadores e metas. Este modelo visa acompanhar no curto prazo o direcionamento do negócio no longo prazo, permitindo assim antecipar possíveis distorções de rumo. Além disso, o BSC procura tornar a comunicação da estratégia mais clara para toda a organização, a partir do momento que todos os colaboradores sabem quais as metas a serem conquistadas.

    Anualmente, a SulAmérica estabelece o Plano de Orçamento Plurianual (POP) com o orçamento para cada unidade de negócio para os próximos 3 anos. O POP permite uma comunicação clara entre as metas definidas pelos acionistas e a alta administração, alinhando desta forma o apetite de risco da empresa. O orçamento é acompanhado periodicamente durante o ano e as estratégias mantidas ou redefinidas de acordo com os acontecimentos.

    (5.4.6) RISCO LEGAL E COMPLIANCE
    É o risco de perdas resultantes do não cumprimento de leis e/ou regulamentações, perda de reputação e má formalização de operações. De forma mais específica, pode ser identificado como:

    (i) Risco com Órgãos Reguladores;
    (ii) Risco de Atividades em Desacordo com Políticas Internas;
    (iii) Risco de Lavagem de Dinheiro;
    (iv) Risco de Reputação; e
    (v) Risco de Contratos.

    (5.4.6.1) Gestão do Risco Legal
    Presente em cada unidade de negócio e com uma visão corporativa, o departamento jurídico da organização junto com seus prestadores de serviço realiza a revisão nos contratos de seguros a fim de mitigar o risco legal de contratos, além de fornecer todo o subsídio para os processos judiciais da organização. A área jurídica contribui ativamente com projetos para melhoria de gestão das causas judiciais além de sugestões de como evitar riscos legais em nossas operações.

    (5.4.6.2) Gestão do Risco de Compliance
    (a) Auto-Avaliação de Controles Internos

    A SulAmérica instituiu uma estrutura de compliance e a figura dos gestores compliance, a fim de adequar as suas atividades às determinações dos órgãos regulamentadores e fiscalizadores, através de uma sólida cultura de controles internos, elevados padrões de integridade e excelência ética e aderência à legislação.

    Os gestores compliance têm por função disseminar a metodologia e as determinações de compliance em suas áreas, garantindo a efetividade do gerenciamento dos riscos, através de algumas etapas básicas que consistem no detalhamento das atividades chaves e seus processos, identificação de riscos e controles e criação de planos de ação.

    O processo de Auto-avaliação do sistema de controles internos é realizado no mínimo duas vezes ao ano.

    (b) Documentação Eletrônica

    A SulAmérica possui documentação eletrônica (DocNix) referente à política e procedimentos dos processos da organização, manuais de estrutura organizacional e resoluções da diretoria executiva. A documentação eletrônica permite informações sempre atualizadas e consultas de forma ágil e segura. A lista de distribuição de cada um dos documentos é indicada pela área responsável (emissor) e, em alguns casos, poderá ter acesso restrito a alguns departamentos da Companhia.

    (c) Auditoria Interna

    Responsável por planejar e coordenar os trabalhos de auditoria preventiva (operacional e sistemas). Certifica a existência de adequados controles internos operacionais e sistêmicos que permitem a identificação e gerenciamento dos riscos presentes no cotidiano da SulAmérica, bem como a aderência às normas e à legislação em vigor.

    (5.5) Gestão do Capital
    A SulAmérica apura mensalmente, para cada uma de suas controladas que operam com seguros, a suficiência do Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) em relação ao capital regulatório requerido. Durante o ano de 2011, o PLA das companhias seguradoras foram sempre suficientes em relação ao capital mínimo requerido pelos reguladores.

    Conforme citado nos itens anteriores, a SulAmérica possui modelos internos próprios para apuração do capital econômico para cada tipo de risco, observando desta forma independente do capital regulatório sua própria estimativa de capital baseado em riscos. A utilização dos modelos internos é fundamental em um ambiente de gestão de riscos.

    Atualmente a SulAmérica possui modelos internos estocásticos para mensuração do capital econômico devido para cada um de seus negócios e riscos. Desta forma, estima-se o capital econômico para que a solvência das empresas sejam asseguradas para um determinado nível de confiança. Os modelos internos consideram correlações entre os negócios da SulAmérica além de possíveis efeitos de diversificação. Para cada um dos negócios da empresa, é apurado o capital econômico nos seguintes níveis:

    - Capital para Risco de Subscrição, segregando o risco da provisão do risco de precificação;
    - Capital para Risco de Mercado, segregando os riscos de taxa de juros, inflação, câmbio, moedas estrangeiras e outros ativos;
    - Capital para Risco de Crédito, segregando os riscos de resseguro, contas a receber, risco de crédito nos investimentos e demais ativos;
    - Capital para Risco Operacional e Legal;
    - Capital para Risco Estratégico.

    Através dos resultados obtidos dos modelos internos, é calculado e monitorado mensalmente para cada uma das linhas de negócio da companhia os seguintes indicadores:

    - ROEC: Retorno sobre o capital econômico;
    - ROXC: Retorno sobre o excesso de capital;
    - ROAC: Retorno sobre o capital alocado.

    Os indicadores acima são periodicamente discutidos pela alta administração da companhia e indicam o desempenho de cada unidade de negócio tendo em consideração o lucro vis a vis o risco assumido. Com base nas avaliações, são definidos planos de ações para os produtos e negócios da empresa no sentido de alinhar as métricas com o apetite de risco e retorno exigido pelos acionistas.

    Os modelos são periodicamente revisados e calibrados pela equipe de modelagem e gestão de riscos da SulAmérica.
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